Aprovado acordo para a Irlanda
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sexta-feira, 10 de abril de 1998
DPA 
France PresseEtapa vencidaBertie Ahern (e), George Mitchell (c) e Tony Blair: negociações se arrastaram por dois anos e foram encerradas ontem, 18 horas após encerrado o prazo O acordo de paz que põe fim a trinta anos de sangrento conflito na Irlanda do Norte foi aprovado ontem em Belfast pelos oito partidos participantes das negociações.
O anúncio foi feito em sessão plenária presidida pelos primeiros-ministros da Grã-Bretanha, Tony Blair, e da República da Irlanda, Bertie Ahern, e mediada pelo ex-senador norte-americano George Mitchell.
agradeceu aos dois governos e aos partidos que colaboraram nos dois anos de negociações finalmente encerradas ontem, 18 horas depois de vencido o prazo, esgotado às 20 horas (Brasília) de quinta-feira.
O conflito iniciado há trezentos anos quando a católica Irlanda foi povoada por protestantes da Inglaterra e da Escócia, custou nos últimos trinta anos 3.200 vítimas, quinze delas somente este ano.
Os oito partidos continuaram a negociar ontem os termos do acordo mesmo depois de ter expirado à meia noite de anteontem (local) o prazo para que uma solução do conflito fosse alcançada.
Os representantes dos partidos que vinham se reunindo desde o mês passado no castelo de Stormont, em Belfast, receberam ontem uma nova versão do acordo e depois de intensos debates aprovaram os novos termos.
Analistas políticos internacionais consideram que sem a decidida intervenção de Tony Blair e Bertie Ahern, as negociações, marcadas até o final por profundas divergências entre católicos e protestantes, não produziriam resultado algum.
O texto do acordo será submetido a um referendo, provavelmente no dia 22 de maio, na Irlanda do Norte e na República da Irlanda. Essa será a primeira vez que as populações das duas Irlandas poderão se manifestar sobre o status futuro do Ulster.
O presidente dos EUA, Bill Clinton, interveio nas negociações na última hora. Clinton conversou, por telefone, com Tony Blair, com o chefe do principal partido unionista da Irlanda do Norte (protestante moderado), David Trimble; depois falou com o primeiro-ministro irlandês, Bertie Ahern, com o chefe católico moderado (SDLP), John Hume, e com o dirigente do Sinn Fein (braço político do IRA), Gerry Adams.


