GUATEMALA - O Congresso guatemalteco aprovou por esmagadora maioria uma lei de anistia que, segundo opositores, deixará impunes os assassinatos e torturas cometidos durante a guerra civil. A lei foi aprovada quarta-feira à noite depois de três votações, com 65 votos a favor e oito contra, com sete deputados ausentes. O debate de três horas, sobre a lei, aconteceu a portas fechadas para impedir manifestações.
‘‘Meu pai morreu (em um conflito) e até hoje não se conhece o responsável’’, disse o deputado Vinicio Villar Anteu, do Partido Democrata Cristão, ao votar a favor da lei por achar que ‘‘temos que aprender a perdoar’’.
A Lei de Reconciliação Nacional foi proposta como parte do acordo de paz que pôs fim a uma guerra civil de 36 anos, na qual 140.000 guatemaltecos morreram ou desapareceram.
A lei foi anunciada pelo governo como uma anistia limitada, que levará à assinatura de um tratado de paz definitivo, prevista para o dia 29 de dezembro.

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