São Paulo - Os manifestantes gregos entraram em confronto com a polícia e lançaram bombas incendiárias ontem, em um protesto diante de edifícios que abrigam o Ministério das Finanças da Grécia, na praça Syntagma, no centro de Atenas.
Os gregos estão em greve geral para protestar contra a nova série de medidas de austeridade fiscal do governo, após a falta de acordo entre os ministros da zona do euro sobre como fazer os investidores privados contribuírem para o segundo resgate financeiro ao país altamente endividado.
Após os violentos protestos, o primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreou, anunciou que formará um novo governoa, e que vai se submeter a um voto de confiança no Parlamento.
Ao conceder ou rejeitar o voto de confiança ao premiê, os parlamentares gregos decidirão se o novo governo anunciado o manterá no poder ou não.
''Amanhã formarei um novo governo e pedirei imediatamente um voto de confiança do Parlamento. Continuarei no mesmo caminho, o caminho do trabalho'', disse em pronunciamento transmitido pela TV.
O primeiro-ministro não indicou a amplitude das mudanças, que ocorrem enquanto o governo tenta passar no Parlamento uma série de novos cortes orçamentários tendo como objetivo receber mais uma parcela do empréstimo concedido por União Europeia (UE) e o FMI (Fundo Monetário Internacional).
O discurso do chefe de governo grego chega horas após ele afirmar que está disposto a renunciar e abrir caminho para um governo de união nacional com o partido opositor Nova Democracia (ND) em troca da aprovação dos novos cortes pelos parlamentares.
Fontes do governo revelaram às agências de notícias que Papandreou conversou por telefone nesta quarta-feira com o líder do ND, Antonis Samaras. Na conversa, o próprio premiê ofereceu sua renúncia para ser substituído por ''alguém de comum acordo''.
Pouco antes, Samaras havia dito à imprensa grega que, em um governo de coalizão, ''Papandreou não poderia ser o premiê''.
O último plano de austeridade da Grécia prevê 6,5 bilhões de euros em aumentos de impostos e cortes de gastos estatais neste ano, dobrando as medidas que levaram o desemprego para o recorde de 16,2% e estenderam a recessão para o terceiro ano seguido.
Protestos
Milhares de manifestantes gregos atenderam à convocação de uma greve geral e foram às ruas contra os novos cortes propostos pelo governo.Eles entraram em confronto com a polícia e lançaram bombas incendiárias em um protesto diante de edifícios que abrigam o Ministério das Finanças da Grécia, na praça Syntagma, no centro de Atenas.

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