Após pleitear Itália na Copa, aliado de Trump xinga brasileiras
O ítalo-americano Paolo Zampolli foi casado com a ex-modelo londrinense Amanda Ungaro, com quem disputa a guarda do filho
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sexta-feira, 24 de abril de 2026
O ítalo-americano Paolo Zampolli foi casado com a ex-modelo londrinense Amanda Ungaro, com quem disputa a guarda do filho

O enviado especial para assuntos globais do governo Trump, Paolo Zampolli, se envolveu em duas polêmicas nesta semana. Na mais recente delas, o figurão, que foi casado com a ex-modelo londrinense Amanda Ungaro, fez uma declaração em que acusou as mulheres brasileiras de serem “programadas para arrumar confusão”. De acordo com a imprensa internacional, ele teria usado os termos “p*tas” e “raça maldita” para se referir às brasileiras.
De acordo com a CNN Brasil, Paolo Zampolli começou a falar do tema em uma entrevista à rede italiana RAI, ao comentar sobre a ex-mulher, com quem foi casado por quase 20 anos. O jornal americano The New York Times cita que o conselheiro descobriu que a ex-mulher estava presa nos EUA por acusações de fraude. Ele, então, entrou em contato com autoridades do ICE, alegando que ela estava no país de forma ilegal. Amanda foi deportada em outubro de 2025.
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A londrinense fez uma série de postagens em suas redes sociais ameaçando expor, segundo ela, “o sistema corrupto de Donald Trump”. Ela criticou a primeira-dama dos EUA, Melania Trump, por não ter ajudado no processo de deportação. A ex-modelo disse que a primeira-dama era próxima, sempre presente nos aniversários do filho.
Zampolli disse que as “mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira”. “Os brasileiros assistem a novelas e são todos um pouco assim”.
Ainda segundo a reportagem da CNN Brasil, 'É uma dessas p*tas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, tr*pava com ela, depois ela também ficou louca', continuou.
O conselheiro de Trump conheceu Ungaro em uma boate de Nova York, em 2002, quando ela tinha 18 anos e ele 32. Paolo controlava uma agência de modelos. Eles se casaram no ano seguinte. Os dois têm um filho de 15 anos em que a guarda é disputada na Justiça americana. A brasileira, inclusive, afirma que o fim do casamento foram por agressões de Paolo. Ela acusa o ex-marido de abuso sexual e violência doméstica.
Itália na Copa
Na quinta-feira, Zampolli já havia se envolvido em outra polêmica. Aproveitando as tensões geopolíticas derivadas do conflito no Oriente Médio, Zampolli sugeriu formalmente ao presidente americano e ao mandatário da Fifa, Gianni Infantino, que a seleção do Irã fosse desclassificada e substituída pela Itália.
Para o enviado, o "pedigree" da tetracampeã mundial justificaria o convite, mas a manobra também carregava um forte componente político. Era uma tentativa de reaproximar Trump da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, após meses de distanciamento diplomático.
A proposta, no entanto, foi rapidamente rechaçada pelo alto escalão de Washington para evitar um incidente internacional maior. Em pronunciamento oficial, o secretário de Estado, Marco Rubio, negou qualquer plano para excluir o Irã, classificando a ideia de Zampolli como mera especulação. Rubio esclareceu que, embora houvesse restrições migratórias severas para acompanhantes com vínculos militares, os atletas iranianos tinham entrada garantida.
A própria Itália, por meio de seu ministro dos Esportes e do Comitê Olímpico Nacional, rejeitou o "privilégio", reforçando que a vaga no Mundial deve ser conquistada em campo e não por canetas políticas, enquanto a Fifa manteve o posicionamento de que o Irã participará do torneio conforme os critérios de classificação técnica.(Com informações da France Presse)


Da Redação
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