Após mortes, tropas cercam manifestantes
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
Folhapress 
São Paulo - Após choques nas ruas de Bancoc deixarem ao menos dois mortos e mais de uma centena de feridos, tropas tailandesas fecharam o cerco a manifestantes contra o governo, que acabaram confinados em um ponto da capital do país, nas cercanias do escritório do primeiro-ministro.
Segundo as autoridades, as mortes aconteceram em choques entre os manifestantes e moradores dos bairros por onde eles marchavam.
Alvo dos protestos, que pedem sua renúncia e a convocação de novas eleições, o premiê Abhisit Vejjajiva -que ontem decretara estado de emergência- pediu que as pessoas abandonem as ruas.
Ele descartou dissolver o Parlamento e convocar novas eleições neste momento, com o argumento de que ''não é um momento de tudo ou nada para este governo, mas é tudo ou nada para o estado de direito''.
Abhisit disse não ter interesse em um acordo com o ex-premiê e ícone da oposição Thaksin Shinawatra (2001-2006).
Mas ele pregou respeito aos direitos individuais dos manifestantes. Os atuais opositores têm sido alvo de uma repressão mais enérgica das Forças Armadas que os correligionários do premiê, protagonistas das invasões aos dois aeroportos de Bancoc -o que culminou com a deposição do governo anterior.
''Muitas pessoas estão morrendo. Eles colocam os corpos nos caminhões militares e os levam embora'', acusou Thaksin, em entrevista à CNN, concedida de local não revelado.
Abhisit é o terceiro ocupante do posto questionado por manifestações nas ruas de Bancoc desde o último mês de agosto.
Seus dois antecessores eram aliados de Thaksin. Exilado após ter sido deposto por um golpe militar, o milionário das comunicações é o pivô da crise política que se instalou na Tailândia após sua saída e que divide o país até hoje.


