Brasília - Os opositores ao governo do presidente da Síria, Bachar Al Assad, fizeram ontem uma manifestação com mais de 20 mil pessoas, em Homs, no Centro do país. O objetivo é aumentar a pressão para que Assad renuncie. A família do presidente controla o poder na Síria há quatro décadas e há denúncias de autoritarismo, limitação à liberdade de expressão e de imprensa.
''Mais de 20 mil pessoas estão reunidas na Praça Al Saa, que rebatizamos Al Tahrir, inspirados na do Cairo', afirmou Najati Tayyara, um dos organizadores do protesto de ontem, referindo-se à praça da capital egípcia, que se tornou referência de contestação, durante uma série de protestos que levou à renúncia do então presidente Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro.
Na segunda-feira, o Ministério do Interior da Síria emitiu um comunicado informando que 'uma rebelião armada' estava sendo organizada. 'Em Homs, no Sul, e em Banias, no Noroeste - onde soldados, policiais e civis foram mortos e as propriedades públicas e privadas destruídas - [há indícios que] mostram que se trata de uma rebelião armada de grupos', diz o comunicado.
''(O governo da Síria) não tolerará atividades terroristas desses grupos armados que atentam contra a segurança dos cidadãos e os aterrorizam. Vamos impor com firmeza a segurança e a estabilidade em todo o país'', acrescenta o comunicado

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