São Paulo - Após a explosão ocorrida ontem no complexo nuclear de Marcoule, na França, autoridades francesas descartaram a possibilidade de vazamento de material radioativo e ambientalistas criticaram a manutenção desta matriz energética, afirmando que o governo ''não aprendeu a lição de Fukushima''.
Ao menos uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas no acidente, ocorrido na instalação nuclear do Centro de Tratamento e de Acondicionamento de Resíduos de Atividade Frágil (Centraco, na sigla em francês).
Horas após a explosão, a Autoridade de Segurança Nuclear (ASN) francesa negou que tenha acontecido um vazamento radioativo. ''Não houve emissões para fora da instalação'', informou o órgão em comunicado. O Ministério do Meio Ambiente francês também negou impactos na área externa da usina.
''Segundo as primeiras informações, trata-se da explosão de um forno que serve para fundir resíduos radioativos metálicos de baixa e muito baixa atividade'', acrescentou a nota do governo.
O diretor de segurança do Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear, Thierry Charles, ressaltou que o acidente se limitou às instalações de Marcoule e enviou uma mensagem de tranquilidade às pessoas que vivem no entorno do complexo nuclear.
O Comissariado da Energia Atômica (CEA) acrescentou que o forno onde aconteceu o acidente é utilizado para fusão metalúrgica e trata de resíduos metálicos de baixa ou muito baixa intensidade radioativa.
A organização ambientalista internacional Greenpeace pediu às autoridades francesas ''transparência total e imediata'' sobre o ocorrido na usina. O diretor do Greenpeace na França, Yannick Rousselet, indicou que esta usina não está na lista de ''auditorias das instalações nucleares solicitadas pelo governo nem nas últimas inspeções da ASN''. ''Isto mostra mais uma vez que a França não aprendeu a lição de Fukushima'', considerou o Greenpeace.

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