São Paulo - O presidente da Alemanha, Christian Wulff, que detém um cargo honorífico no país, anunciou sua renúncia ontem após cerca de dois meses como protagonista de vários escândalos na imprensa local. Um sucessor deve ser eleito em uma sessão especial do parlamento, dentro de 30 dias, conforme a legislação.
Anteontem, promotores haviam solicitado ao parlamento a suspensão da imunidade de Wulff, um ação sem precedentes contra um presidente alemão. Eles declararam que havia um ''suspeita inicial'' de que Wulff agiu de maneira inapropriada ao aceitar vantagens de um produtor de cinema.
Afirmando que as investigações devem provar sua inocência, Wulff afirmou que sempre procedeu de ''forma honrada'' no exercício de suas funções, tanto como presidente da Alemanha quanto no cargo de governador.
Ele rejeitou as informações publicadas na imprensa alemã e declarou que as notícias veiculadas pelos meios de comunicação ''feriram a minha mulher e a mim''.
Desde meados de dezembro Wulff havia se tornado personagem frequente das páginas de jornal da imprensa alemã, mas como protagonista de diversos escândalos. O estopim ocorreu com a revelação de que havia recebido um grande empréstimo de um amigo rico de sua mulher, quando ainda era governador da Baixa Saxônia.
As pressões aumentaram após o escândalo envolvendo o jornal Bild, que informou ao então presidente que publicaria uma notícia sobre a obtenção da parte dele de um empréstimo em condições muito vantajosas da mulher do empresário Egon Geerkens. Wulff teria ligado ao acionista majoritário da editora do Bild, Friede Springer, e ao presidente da diretoria do grupo, Mathias Döpfner, para impedir a publicação da notícia.

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