São Paulo - Trens, escolas e serviços públicos da França foram afetados ontem por uma greve nacional dos funcionários do setor público, além de manifestações nas ruas do país. Os sindicatos tentam se aproveitar da derrota do governo nas eleições regionais do fim de semana para frear possíveis reformas.
No entanto, o novo ministro do Trabalho, Eric Woerth, assegurou que segue em frente com a reforma do ''extremamente frágil'' sistema previdenciário, a principal mudança esperada.
Os sindicatos alegam que o governo conservador do presidente Nicolas Sarkozy não ofereceu planos satisfatórios para empregos, salários, poder aquisitivo e condições de trabalho.
No último domingo, a coalizão centro-direitista do governo sofreu sua pior derrota eleitoral em mais de cinco décadas, deixando a esquerda no controle de 23 das 26 regiões do país.
O presidente Nicolas Sarkozy reagiu à derrota rapidamente, reformando seu gabinete ontem. Substituiu o ministro do Trabalho, Xavier Darcos, que deveria comandar a reforma da previdência, mas foi mal nas urnas.
Em seu lugar, assumiu Woerth, então ministro do Orçamento. O Ministério do Orçamento ficou a cargo de François Baroin, alinhado ao ex-presidente Jacques Chirac.
A greve causou pequenas falhas no sistema de metrô de Paris. Cerca de metade dos trens regionais pararam. Os trens de alta velocidade para o Reino Unido e a Bélgica operavam normalmente, mas apenas 65% do tráfego funcionava dentro da França.
A operadora de trens SNCF disse que os serviços devem ser afetados até a manhã de hoje. Segundo os sindicatos, 50% dos professores devem aderir à paralisação de hoje. O Ministério da Educação informou que cerca de 30% dos professores de escolas primárias não conseguiram chegar ao trabalho em todo o país.

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