Após convenção, republicanos partem para o ataque
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quinta-feira, 03 de agosto de 2000
Associated Press De Washington 
Depois de dois dias de uma convenção partidária artificial, marcada por manifestações de bons sentimentos e otimismo, pela quase completa ausência de críticas aos adversários e pela preocupação em expor causas e personagens conservadores que dividem os americanos, os republicanos partiram para o ataque.
Coube a Dick Chenney, o ex-secretário da Defesa que concorre como vice do candidato presidencial do partido, o governador do Texas George W. Bush, desencadear a ofensiva contra o vice-presidente Albert Gore, candidato do Partido Democrata na eleição de 7 de novembro.
Num discurso duro, Cheney procurou convencer os norte-americanos de que Gore é uma figura inseparável do presidente Bill Clinton e acusou ambos de serem responsáveis pelo clima de rancor, de má vontade e de conflito entre os dois partidos que azedou a política americana nos últimos anos.
Cheney descreveu Gore como um político intimamente ligado a uma administração atolada numa sucessão de escândalos. Gore tenta separar-se de seu líder, mas de alguma forma nós nunca veremos um sem pensar no outro, disse.
Respondendo à acusação de Gore contra os arriscados esquemas de cortes de impostos e privatização parcial da seguridade social propostos por Bush, Cheney forneceu o roteiro ideal da campanha republicana. Nessa eleição, eles falarão sem parar de risco, disse ele.
A investida contra Clinton mostrou a determinação dos conservadores de transformar a próxima eleição num referendo sobre Clinton, não apenas sobre seus oito anos no poder, mas particularmente sobre seu caráter pessoal.
O discurso de Cheney confirmou o que muitos comentaristas já haviam previsto: com os dois candidatos empenhados em disputar votos dos eleitores independentes e mais centristas, que devem definir o ganhador, a campanha será pautada menos pelas diferenças de suas propostas para o país, que são substanciais em alguns pontos, mas pelos ataques pessoais.


