Buenos Aires - Após o atentado a uma estação de metrô em Santiago, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou que vai rever a lei antiterrorismo do país para poder deter e condenar os responsáveis. Na manhã desta terça, ela se reuniu com diferentes esferas da polícia, do Ministério Público, da Suprema Corte e seus ministros para discutir o assunto. "Fizemos uma revisão de vazios legais que muitas vezes dificultam uma resposta mais eficaz [aos atentados]. Falo concretamente de modificações na lei antiterrorista que um grupo de especialistas está preparando e que vão levar rapidamente ao Parlamento", afirmou Bachelet. A presidente também citou possíveis alterações nas leis de inteligência e no controle de armas e explosivos.
O ato deixou 14 feridos, mas nenhum corre risco de morrer. Nove já receberam alta; das cinco ainda internadas, uma teve o dedo médio amputado.
A mãe da presidente estava na região da estação de metrô Escola Militar, onde explodiu a bomba. A polícia trabalha com a tese de que foram pelo menos três os autores do atentado, mas ninguém foi preso.
Na segunda, os suspeitos eram uma dupla que teria deixado a bomba em um cesto de lixo e fugido. Nesta terça foi divulgado um vídeo de um carro vermelho que teria sido usado na fuga.
A gerência do centro comercial dentro da estação, onde aconteceu o atentado, entregou imagens de 21 câmeras que monitoram a região. O diretor do estabelecimento afirmou que havia três seguranças trabalhando, mas que ninguém viu nenhum movimento suspeito.

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