Após animosidades, Obama diz que encontro com Trump foi 'excelente'
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sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Marcelo Ninio<br>Folhapress 

Nova York - Depois de passar os últimos meses repetindo que Donald Trump não era minimamente qualificado para sucedê-lo, o presidente Barack Obama recebeu o bilionário nesta quinta (10) na Casa Branca para conversar sobe a transição, dois dias depois da inesperada vitória do antigo rival na eleição presidencial.
Trump chegou à Casa Branca por volta de 11 horas (14 horas de Brasília), mas as primeiras imagens do encontro só foram divulgadas pelo governo quase duas horas depois. Obama afirmou que o encontro foi "excelente" e tratou de diversos temas de políticas doméstica e externa. "Minha prioridade número um é, nos próximos dois meses, tentar facilitar uma transição que assegure que nosso presidente eleito seja bem sucedido", disse Obama ao lado de Trump no Salão Oval (gabinete do presidente).
Em seu curto comentário, Obama disse ainda que se sentiu "muito encorajado" com o interesse de Trump de trabalhar com sua equipe. "É importante para todos nós, não importa o partido ou as preferências políticas, que agora nos unamos e trabalhemos juntos para lidar com os muitos desafios que enfrentamos", disse.
Trump agradeceu respondendo ser "uma grande honra" encontrar o presidente. "Este encontro deveria durar dez minutos, nós estamos nos conhecendo. Jamais havíamos nos encontrado antes, tenho grande respeito. A reunião acabou durando quase uma hora e meia e por mim poderia ter continuado muito mais", afirmou o bilionário. O presidente eleito contou que a conversa incluiu "muitas situações diferentes, algumas maravilhosas, e algumas dificuldades", acrescentando que espera manter o contato com Obama no futuro, "incluindo para aconselhamento". A largada para a transição de poder também incluiu encontros entre os vices de Obama e Trump, Joe Biden e Mike Pence, e Michelle Obama e Melania Trump, atual e futura primeiras-damas.
A rivalidade entre Trump e Obama marcou a campanha presidencial, com trocas de ataques constantes entre os dois. O republicano chamou Obama de "talvez o pior presidente da história", dedicando boa parte de seus comícios a repudiar a conduta do democrata com afirmações como a de que ele foi o "fundador" da facção terrorista Estado Islâmico (EI).
Obama, por sua vez, entrou com tudo na campanha de Hillary Clinton, fazendo diversos comentários em que descrevia o bilionário como alguém sem a decência, o temperamento ou o conhecimento básicos para ser presidente. Um mês antes da eleição, o presidente disse que as declarações de Trump o tornavam desqualificado até para tentar um emprego numa loja de conveniência.


