São Paulo - O governo dos Estados Unidos declarou ontem que o Irã ''será julgado'' pelos avanços no programa nuclear, mas vê como ''um passo a frente'' o acordo da República Islâmica com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
''É importante notar que o anúncio de hoje (ontem) é um passo adiante, mas os Estados Unidos julgarão o comportamento de Teerã com base nos seus atos'', afirmou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em entrevista coletiva. ''Promessas são uma coisa, ações e cumprimento de obrigações são outra.''
O representante confirmou que o governo americano continuará pressionando as autoridades de Teerã a suspenderem as atividades atômicas, com o uso de sanções econômicas contra o país e membros do governo de Mahmoud Ahmadinejad.
Na segunda-feira, o Senado americano aprovou mais um grupo de sanções econômicas. As novas restrições são feitas às contas do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã e pede às companhias americanas que comuniquem a existência de negócios relacionados com o Irã à Comissão de Exportações e Segurança.
As declarações acontecem no mesmo dia em que a agência associada à Organização das Nações Unidas (ONU) revelou o acordo com o país persa e um dia antes do início das negociações entre Teerã e o grupo de seis países - Estados Unidos, França, Reino Unido, China, Rússia e Alemanha - sobre o enriquecimento de urânio, em Bagdá.
Ontem, a agência estatal iraniana Irna informou que cientistas conseguiram abastecer um reator de pesquisa em Teerã com combustível nuclear produzido no país. O avanço pode ser mais um passo na evolução dos estudos atômicos, o que causa maior preocupação para as potências ocidentais.

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