Dezenas de judeus americanos e israelenses manifestaram ontem seu apoio e oposição ao primeiro-ministro israelense Ehud Barak, a poucos quilômetros de Camp David.
Os primeiros a se manifestar foram 70 jovens judeus, simpatizantes do movimento israelita ‘‘Paz agora’’, que se reuniram pacificamente perto da escola primária de Thurmont, a 30 quilômetros de Camp David.
‘‘Queremos ressaltar que os movimentos de direita israelita não são os únicos que estão em cena’’, afirmou Ilanit Gerblich, representante dos manifestantes que ostentavam cartazes escritos em inglês e hebraico com o lema: ‘‘A maioria está com a paz’’.
Pouco depois, cerca de 30 judeus ortodoxos– americanos e colonos israelenses do vale do Jordão – fizeram uma contramanifestação no mesmo local, também sem incidentes.
Como muitos dos refugiados do acampamento de Shati, na Faixa de Gaza, Ahmed, de 65 anos, totalmente desdentado e com o estômago vazio, teme que sua situação piore ainda mais, com a criação de um Estado palestino.
A sorte de cerca de 3,7 milhões de refugiados palestinos espalhados pela Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria constitui um dos temas mais espinhosos a serem solucionados pelo presidente palestino Yasser Arafat e pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Barak.
Como os outros refugiados, Ahmed tem um tíquete que dá a ele o direito a uma cesta básica de alimentos, entregues pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA). Ele está preocupado com a possibilidade de perder a cesta, se Arafat mantiver sua promessa de declarar um Estado independente. ‘‘Arafat pode me garantir uma aposentadoria? Todos podemos morrer de fome, nossa vida está em grande perigo’’, prevê Ahmed, que vende milho cozido.

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