Apoio da Otan vai continuar, diz Sarkozy
São Paulo - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse ontem que a intervenção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e de seus aliados na Líbia salvou milhares de vidas e que os ataques deverão continuar.
A declaração foi feita ao fim da conferência internacional sobre a Líbia em Paris. De acordo com Sarkozy, todos os países europeus presentes na reunião estão dispostos a reabrir suas embaixadas em Trípoli após a transição de poder no país.
O líder francês disse ainda que há um ''pedido unânime para desbloquear os bens líbios'', e que o Conselho Nacional de Transição deve iniciar um processo de ''reconciliação e perdão''.
Ele é tido como um dos principais articuladores da coalizão que implementou as resoluções 1970 e 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que visavam a criação de uma zona de exclusão aérea em defesa dos civis. Tais ataques aéreos continuarão enquanto forem necessários para proteger o povo líbio, acrescentou.
Sarkozy agradeceu especialmente aos três países árabes que ajudaram na operação: Qatar, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. ''Desde o primeiro dia eles estiveram do nosso lado. Não teríamos entrado na Líbia sem as resoluções da ONU, e sem a presença dos países árabes'', afirmou.
Além dos membros da Otan e seus aliados, a reunião em Paris contou com a participação de 63 países, entre eles o Brasil. O Itamaray, aliás, defendeu que o futuro da Líbia após a queda do regime de Muamar Kadafi ''deve ser definido pelos próprios líbios''.
Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou ainda que caberá ao comitê de Credenciais da ONU definir quem assumirá a representação do país nas Nações Unidas. Mais cedo, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, defendeu que o Conselho Nacional de Transição assuma o assento do país no órgão.





