Apesar das negociações, a violência continua
O exército israelense matou um menino de 10 anos e dois bombeiros palestinos, ontem pela manhã, ferindo ainda outras 29 pessoas, em três incidentes diferentes em Gaza, informaram fontes médicas. O menino Hani As-Sufi levou um tiro na cabeça e sua irmã foi ferida também por disparos israelenses, acrescentou a mesma fonte. Por outro lado, dois bombeiros palestinos morreram, quando soldados israelenses dispararam contra seu veículo em uma encruzilhada, perto da colônia de Netzarim, na Faixa de Gaza. Rifaat Abu Mazuk, de 35 anos, e Nibal Un, de 28, se dirigiam de Khan Yunis para a cidade de Gaza em uma viatura de bombeiros. O condutor do veículo, que não foi ferido, disse aos jornalistas que os militares israelenses dispararam de uma posição perto de Netzarim. Um porta-voz militar disse por sua parte à AFP que nesta etapa não temos conhecimento de disparos israelenses nesse setor.
Enquanto isso, uma delegação israelense e outra palestina tentavam, em Washington, separadamente, reiniciar as negociações de paz. O anúncio das mortes veio quando mediadores israelenses e norte-americanos estão reunidos em Washington na tentativa de restaurar as negociações de paz. Durante as conversações, o status de Jerusalém deve ser o ponto mais difícil e fundamental. Parte da cidade santa é solicitada pela Autoridade Palestina (AP) para sediar a capital do novo estado independente.
Um porta-voz militar israelense informou que uma posição do exército e vários soldados, que faziam obras ao longo da fronteira com o Egito, foram atacados a disparos e tiveram de reagir.
Vinte e cinco palestinos foram feridos em tiroteios perto do acampamento de refugiados de Rafah. Dois deles sofreram ferimentos graves na cabeça.
Com estas novas vítimas, se eleva a 347 o total de mortos desde o começo da Intifada (levante palestino) no dia 28 de setembro passado.
Advertência de ArafatO presidente palestino Yasser Arafat advertiu ontem que as últimas agressões israelenses destruirão os esforços de paz atualmente realizados em Washington, depois da morte de três palestinos na Faixa de Gaza.
Estas ações sabotam as tentativas americanas destinadas ao avanço do processo de paz, declarou Arafat, em sua volta do Cairo.
Estas agressões destruirão o processo de paz, advertiu.
Os mártires de hoje são a prova de que existem ordens militares para provocar uma escalada da ação militar israelenses contra o povo palestino, declarou Arafat aos jornalistas.





