Apec condena terrorismo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de outubro de 2001
France Presse<br> De Xangai, China 
Os ministros do Comércio e das Relações Exteriores da Apec realizaram ontem seu primeiro dia de reuniões em Xangai, reiterando o apoio para uma nova rodada de comércio da OMC e conseguiram consenso sobre um declaração antiterrorista que os dirigentes vão discutir depois. Os ministros deram os retoques finais na declaração que vão divulgar hoje no final do encontro de dois dias, assim como o Acordo de Xangai e a declaração antiterrorista que os chefes de Estado e de Governo devem aprovar no domingo.
Num clima de incerteza, depois dos ataques do dia 11 de setembro nos EUA e da resposta militar norte-americano-britânica contra alvos no Afeganistão, que agravaram a situação da economia mundial, segundo a Apec, os ministros dos 21 países se mostram de acordo em apoiar o lançamento de uma nova rodada de comércio global.
''Tivemos uma boa discussão sobre o papel dos países da Apec em tentar fazer as negociações globais da OMC e houve um sentimento muito forte entre os países de que necessitamos fazê-lo'', disse o representante do Comércio Exterior dos EUA, Robert Zoellick.
''Devemos adotar medidas fiscais e financeiras efetivas para estabilizar o mercado, restaurar a confiança e facilitar o crescimento depois dos ataques do dia 11 de setembro'', afirmou o chanceler chinês, Tanj Jianxuan.
Segundo um resumo da declaração ministerial que será divulgada hoje, os ministros vão apoiar a realização de uma nova rodada multilateral na OMC, prevista inicialmente em Doha, de 9 a 13 de novembro.
Os ministros também chegaram a um consenso sobre a declaração de condenação ao terrorismo, que os líderes vão discutir no sábado e domingo, com a participação do presidente norte-americano, George W. Bush, que estará presente na etapa final do encontro, em sua primeira viagem ao exterior desde os ataques do dia 11 de setembro.


