Os líderes dos EUA, Rússia, China e dezesseis outros países do anel do Pacífico vão apelar à comunidade internacional para ''fortalecer a cooperação contra todas as formas de terrorismo''. O apelo será lançado domingo em Xangai, no final da 9ª Reunião de Cúpula anual da APEC (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), que é a primeira grande reunião política internacional depois dos ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos.
De acordo com o ''consenso'' alcançado ontem pelos 19 ministros dos Negócios Estrangeiros da APEC, o combate ao terrorismo é ''uma demonstração de força da civilização frente à barbárie e não um conflito entre diferentes grupos étnicos, religiões ou culturas''.
Os ministros consideraram o terrorismo ''uma ameaça à paz e segurança internacionais, que deve ser firmemente condenada e combatida'', e apelaram à comunidade internacional a ''tomar uma posição idêntica''.
A declaração que os líderes da APEC vão aprovar domingo defenderá também a necessidade de ''potencializar o papel da ONU e do seu Conselho de Segurança no combate ao terrorismo'' e a ''rigorosa aplicação'' das convenções internacionais já aprovadas, principalmente sobre o financiamento de atividades terroristas.
Alguns comentaristas norte-americanos encaram aquela declaração como uma vitória diplomática dos EUA, mas os anfitriões da reunião alegam que ''o terrorismo não é uma preocupação exclusiva de um determinado país''.
''O terrorismo é uma preocupação internacional e a declaração (dos líderes da APEC) exprimirá o seu empenho em lutar contra o terrorismo'', disse a porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.
No conjunto, os membros do grupo representam mais de metade do Produto Bruto Mundial.

mockup