O assessor de assuntos econômicos da Autoridade Palestina (AP), Mohamed Rachid, confirmou ontem, em Gaza, o início do boicote a produtos israelenses. ‘‘A partir de agora, vamos dar prioridade a bens produzidos em fábricas palestinas’’, afirmou Rachid. Muitos caminhões procedentes de Israel foram vistos parados na estrada. Transportavam, entre outras coisas, Coca-Cola, água mineral, peças de automóveis, cigarros e móveis.
Em Jerusalém, David Bar-Illan, assessor do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, reagiu, afirmando que a represália de Arafat prejudica mais aos palestinos do que aos israelenses.
Segundo Arafat, os palestinos importam diariamente de Israel o equivalente a US$ 9 milhões em mercadorias. O líder palestino anunciou também intenção de convocar uma reunião de todas as correntes palestinas, incluindo o Hamas, para debater o bloqueio israelense.
Conversações - Israelenses e palestinos adotaram um tom conciliador ontem, a poucas horas de uma nova rodada de conversações sobre a segurança, o que, afirmou Israel, constituirá uma primeira prova real do compromisso do líder palestino Yasser Arafat em lutar contra o terrorismo.
Arafat, que criou dúvidas sobre sua intenção de reprimir os extremistas quando, anteontem, afirmou que não se submeteria aos ditames de Israel em termos de segurança, insistiu ontem que não deve haver ‘‘dúvida alguma de que os palestinos são contra as atividades terroristas’’ e estão completamente comprometidos com o processo de paz.
O primeiro-ministro israelense Benjamín Netanyahu, que na semana passada acusou Arafat de criar um paraíso para extremistas islâmicos e outros grupos terroristas, agradeceu ao líder palestino, por intermédio de seu conselheiro Yitzhak Molcho, sua ajuda na captura de três palestinos que mataram um motorista de taxi israelense na semana passada.

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