Ao menos 62 pessoas morreram de sede e fome em barco
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segunda-feira, 09 de maio de 2011
Folhapress 
São Paulo - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) afirmou ontem que vai investigar a denúncia feita pelo jornal britânico ''The Guardian'' de que rejeitou os pedidos de socorro de um navio que levava imigrantes africanos da Líbia para a ilha italiana de Lampedusa. Segundo o jornal, que cita testemunhas, ao menos 62 pessoas morreram de sede e fome.
O ''Guardian'' afirma que o barco levava 72 pessoas, incluindo várias mulheres, crianças e refugiados políticos. Ele teve problemas pouco depois de deixar Trípoli, em 25 de março, rumo à Lampedusa, ilha italiana que sofre com o fluxo de dezenas de milhares de refugiados do norte da África desde a onda de revoltas que varreu a região.
A tripulação do barco enviou um alerta à Guarda Costeira italiana e tentou contato com um helicóptero militar e um barco da Otan, mas nenhum esforço de resgate foi feito. Apenas dez dos tripulantes sobreviveram aos 16 dias à deriva no mar Mediterrâneo, afirma o jornal britânico. ''Nós estamos investigando as alegações do Guardian. Eu espero ter uma resposta em breve'', disse a porta-voz da Otan, Carmen Romero.'' A lei marítima internacional obriga todos os barcos, incluindo os militares, a atender chamados de socorro dos barcos que se encontram nas proximidades e prestar auxílio.


