Cairo - Pelo menos 100 presos morreram durante e após a revolta popular no Egito, informou uma ONG egípcia em um relatório publicado ontem, após denunciar ''crimes atrozes''. A investigação da Iniciativa Egípcia para os Direitos das Pessoas (EIPR) envolve apenas cinco prisões no Egito, entre elas a de Tora, no Cairo, e Al-Qatta, em Gizé.
Devido à revolta de 25 de janeiro, que levou à queda do ex-presidente Hosni Mubarak no dia 11 de fevereiro, ocorreram massacres ou fugas em massa em várias prisões.
De 29 de janeiro a 20 de fevereiro, ''mais de 100 presos morreram e centenas ficaram feridos em apenas estas (cinco) prisões'', segundo a EIPR, que calcula que o número de vítimas pode aumentar em todo o país.
Estes assassinatos eram ''deliberados e não estavam em absoluto relacionados com tentativas de fuga ou (...) motins'', afirmou a ONG, destacando que muitos corpos exibiam ferimentos de tiros na cabeça e no peito.
A ONG se baseou em testemunhos de sobreviventes e membros das famílias das vítimas, assim como em fotos e vídeos, produzidos com telefones celulares durante os incidentes.
Em Tora guardas lançaram bombas de gás lacrimogêneo nas celas, indicou o EIPR. ''E quando os presos saíram das celas para fugir do gás, atiraram contra eles no pátio'', acrescentou.

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