Anúncio de Yeltsin surpreende
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sexta-feira, 18 de abril de 1997
Catherine Triomphe, da France Presse 
Arquivo/FolhaSurpresaOs países ocidentais tentam descobrir o que é que Yeltsin pretende conseguir ao aceitar o acordo com a OtanBADEN-BADEN, Alemanha - Ao anunciar a assinatura, no final de maio, de um acordo Rússia-Otan, o presidente Boris Yeltsin surpreendeu os ocidentais e deu um destaque inesperado à sua visita privada à Alemanha. Pela primeira vez, anuncio que em 27 de maio em Paris este acordo será firmado, afirmou Yeltsin ontem, em uma entrevista coletiva à imprensa junto com Helmut Kohl.
Ao expressar-se de forma tão clara, Yeltsin surpreendeu a todos. É verdade que ambas as partes já haviam anunciado sua intenção de firmar um acordo que regerá as relações entre a Rússia e a Otan antes de julho, mas uma assinatura no final de maio em Paris só era evocada como uma possibilidade.
A surpresa foi ainda maior quando, em Washington e na Aliança, as negociações sobre este acordo destinado a atenuar a hostilidade russa em relação à ampliação da Otan ao Leste europeu pareciam bloqueadas nas últimas semanas.
O anúncio de Yeltsin, além de demonstrar sua vontade de chegar rapidamente a um acordo, parace também uma manobra tática destinada a arrancar concessões por parte dos ocidentais.
Sobre a velha disputa em relação aos troféus de guerra - obras-de-arte e arquivos confiscados pelo Exército Vermelho na Alemanha no final da Segunda Guerra Mundial -, o staff de Yeltsin manteve até o último minuto o suspense sobre o presente que ele daria a Kohl. Foi quase no final da entrevista que revelaram tratar-se dos arquivos do ex-Partido Comunista alemão, bem como dos arquivos pessoais de Walther Rathenau, ex-ministro das Relações Exteriores com a República de Weimar, assassinado em 1922.


