Anunciado novo acordo na Macedônia
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quarta-feira, 25 de julho de 2001
France Presse De Skopje 
Um representante da Otan e a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (UCK) dos albaneses da Macedônia firmaram ontem um acordo pelo qual a guerrilha se compromete a se retirar das regiões que ocupa no noroeste da Macedônia, anunciou a televisão privada A1, citando a presidência macedônia.
Ontem, foi firmado um acordo entre o representante político do UCK, Ali Ahmeti, e o enviado especial (da Otan) Pieter Feith, pelo qual Ali Ahmeti se compromete a retirar suas formações armadas das regiões ocupadas de Tetovo e da estrada que leva a Jazince às 6 horas da manhã de hoje, informou a televisão.
A Otan não confirmou imediatamente essa informação. Realmente, estamos trabalhando num acordo mas, nesse momento, não disponho de nenhum documento oficial, declarou um porta-voz da Aliança Atlântica, o major Barry Johnson.
ProtestosO processo de paz na Macedônia parecia interrompido ontem, um dia depois de violentas manifestações contra os ocidentais, acusados de parcialidade, e de novos confrontos entre forças governamentais e rebeldes albaneses perto de Tetovo (Noroeste).
Milhares de pessoas fizeram uma manifestação quarta-feira à noite nas ruas da capital macedônia, para expressar sua ira contra o Ocidente e os albaneses. Veículos da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) foram incendiados por manifestantes, que também quebraram os vidros das embaixadas da Grã-Bretanha e da Alemanha, atiraram pedras contra a embaixada americana e destruíram os vidros de uma lanchonete McDonalds no Centro da cidade.
A situação tensa provocou o adiamento de uma visita que o presidente em exercício da OSCE, o romeno Mircea Geoana, deveria fazer a Skopje. Ontem pela manhã, as autoridades permaneciam em silêncio, abstendo-se de pedir à população que desse sinais de moderação.
Há uma semana, os enviados ocidentais, acusados pelo poder de apoiar os rebeldes albaneses, cristalizam as frustrações dos macedônios. Pouco antes das manifestações de quarta-feira, o porta-voz do governo, Antonio Milososki, havia assinalado que a Macedônia não estava apenas em guerra contra o UCK, mas enfrentava uma ameaça maior: o apoio de certos países ocidentais a formações paramilitares. Ele também acusou a Otan de querer transformar o país em um protetorado internacional.


