Kiev - A presidência ucraniana e os separatistas pró-russos anunciaram ontem um cessar-fogo total no Leste rebelde a partir de 9 de dezembro, em uma nova tentativa de acabar com meses de combates. No campo diplomático, o secretário de Estado americano, John Kerry, assegurou aos membros da OSCE reunidos em Basileia que Washington não está buscando confronto com a Rússia na crise ucraniana, no momento em que Vladimir Putin voltou a acusar os ocidentais de inventar pretextos para enfraquecer seu país.

Em Kiev, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, surpreendeu ao anunciar que "o 'dia da calma' começará no dia 9 de dezembro". E, contra toda expectativa, as autoridades das duas repúblicas autoproclamadas do Leste separatista do País confirmaram este acordo.

"O grupo, que inclui militares ucranianos e nossos, concordaram com a mediação da OSCE e da parte russa de suspender os disparos a partir de 9 de dezembro", indicou o presidente do "parlamento" da República autoproclamada de Donetsk (DNR), Andrei Purguin, citado pela agência de notícias Ria Novosti.

mockup