Partidos rivais na Macedônia chegaram a um possível acordo de paz ontem depois de o governo ter anunciado que rebeldes albaneses étnicos haviam matado 10 soldados numa emboscada, forçando os negociadores a agirem com rapidez antes que a crise se transformasse numa guerra civil aberta.
Partidos macedônios e albaneses étnicos prometeram assinar o acordo na próxima segunda-feira, disse o enviado da União Européia, François Leotard, depois dos assassinatos e de combates em Tetovo, a segunda maior cidade do país balcânico.
Apesar de Leotard ter dito que o ‘‘processo político’’ prosseguiria até segunda-feira, um destacado líder político macedônio sugeriu que os participantes haviam rubricado um plano que já fora concluído.
‘‘As negociações terminaram’’, afirmou Radmila Secerinska, um líder da Aliança Social Democrata para a Macedônia, o segundo maior partido político do país.
Caso seja assinado, o plano de paz garantiria à minoria albanesa participação mais intensa na polícia, parlamento e educação. Ele prevê também que cerca de 3.500 soldados da Otan trabalhem para desarmar os rebeldes, mas apenas depois que os dois lados chegarem a um acordo efetivo e cumpram certas condições sobre o desarmamento.
A rede privada de tevê A1 divulgou que um albanês étnico havia sido morto e dois macedônios ficaram seriamente feridos nos confrontos em Tetovo.
Centenas de macedônios se reuniram na capital para protestar contra a morte dos soldados. Eles gritavam slogans contra o presidente Boris Trajkovski e levantaram barricadas em regiões centrais próximas ao parlamento.
Enquanto isso em Prilep, cidade-natal de muitos dos soldados mortos ontem, cerca de 100 pessoas destruíram casas e lojas de albaneses étnicos. A mesquita da cidade foi incendiada e os manifestantes impediram a ação do Corpo de Bombeiros.

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