A sala I da Câmara Federal (apelações) ordenou ontem a liberação do ex-presidente Carlos Menem (1989-99), detido desde 7 de junho em prisão domiciliar como suposto chefe de uma associação ilícita que vendeu armas de forma ilegal para Croácia e Equador, informou o canal a cabo TN.
Pouco antes desse anúncio, indicava-se que a decisão da Suprema Corte de Justiça deixava o ex-presidente argentino Carlos Menem a um passo de recuperar a liberdade, dentro do processo em que é investigado o contrabando de armas.
O pronunciamento do mais alto tribunal da Argentina refere-se à situação do empresário Emir Yoma, ex-cunhado e antigo assessor do ex-presidente, que também está preso por um dos maiores escândalos de corrupção do governo Menem. Ao desprezar a acusação de ''formação de quadrilha'' para o contrabando de armas, a decisão da Suprema Corte permite que tanto Yoma como Menem consigam a liberdade, já que foram acusados como organizador e chefe dessa organização, respectivamente. A decisão, que deixou sem efeito a pena estabelecida pelo juiz Jorge Urso, encarregado do processo principal, recebeu o voto favorável de seis dos nove membros do tribunal, informaram fontes judiciais.

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