São Paulo - O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, anunciou ontem a ampliação da principal força antiterrorista do país e a criação da Agência Federal de Investigação para coordenar a luta contra o terror. As medidas são uma reação aos ataques terroristas ocorridos em Mumbai entre os dias 26 e 28 que mataram 195 pessoas e feriram cerca de 300.
Singh expôs as medidas no início de uma reunião com líderes das forças políticas do país, aos quais pediu unidade perante a ''ameaça nacional'' do terrorismo. O anúncio ocorre após fortes críticas de partidos políticos e meios de comunicação pela demora no envio a Mumbai dos membros da Guarda Nacional de Segurança indiana, os principais responsáveis pelo combate aos terroristas que atacaram e mantiveram reféns nos hotéis de luxo Oberoi Trident e Taj Mahal Palace e no centro judaico Chabad Lubavitch.
Conforme Singh, a Guarda que, atualmente, tem sede em Nova Déli, terá novos quartéis em outros quatro pontos do país, além de mais soldados. O primeiro-ministro anunciou ainda um reforço na segurança aérea e marítima indiana e a proposição de medidas legislativas para a criação da agência de investigação.
Os ataques terroristas causaram uma dança das cadeiras no governo. O ministro do Interior, Shivraj Patil, pediu demissão e foi substituído pelo ministro de Finanças, Palaniappan Chidambaram. O próprio primeiro-ministro, Manmohan Singh, assumiu a pasta de Finanças. Em sua carta de demissão, Patil disse ter a ''responsabilidade moral'' de renunciar para mostrar que os ataques foram ''horrendos'' e que o governo ''os levou muito a sério''.

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