Roma O polêmico ginecologista italiano Severino Antinori, defensor da clonagem humana, iniciou ontem uma greve de fome para protestar contra as perseguições das quais se considera vítima e pedir que o deixem trabalhar livremente, constatou a AFP. ''Estou em greve de fome em nome da liberdade da ciência e da investigação e contra o obscurantismo'', declarou o profesor Antinori à imprensa, diante do Palacio Chigi, a sede do governo italiano. ''Não sairei daqui até receber do primeiro-ministro Silvio Berlusconi ou de Gianfranco Fini, a promessa de pararem as perseguições contra mim'', destacou o ginecologista. ''Faço uma greve de fome contra a tentativa persecutória, intimidatória e obscurantista do ministro da Saúde italiano, Girolamo Serchia'', afirmou. O ginecologista acusou o ministro de ter enviado a seu consultório ''dois agentes de uma unidade especializada para saber onde estou e como estão as pesquisas sobre a clonagem um comportamento semelhante ao registrado durante a Santa Inquisição'', disse.
Severino Antinori, que em 1994 permitiu que pela primeira vez uma mulher na menopausa, de 63 anos, desse à luz um bebê, em novembro passado, prometeu para este mês de janeiro o nascimento de um ser humano clonado.
O médico italiano, a quem alguns chamam de Doutor Frankenstein, anunciou que dará toda as informações sobre suas investigações no Congresso internacional da federação mundial de ginecologia, que será realizado em Santiago do Chile.

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