Vinte anos depois de ter sido líder militar da Nigéria, o general da reserva Olusegun Obasanjo foi eleito oficialmente ontem presidente do primeiro governo civil no país após 15 anos de ditadura.
Obasanjo, de 61 anos, candidato do Partido Democrático Popular (PDP), foi proclamado vencedor das eleições presidenciais de sábado com 62,78% dos votos (18,7 milhões) pela Comissão Nacional Eleitoral Independente (Inec).
Olu Falae, ex-ministro das Finanças nos anos 80 (durante o regime de Sani Abacha, morto subitamente em junho), candidato pela Aliança pela Democracia (AD) e pelo Partido de Todos os Povos (APP), obteve 37,22% dos votos (11.1 milhões).
Falae e seus partidários rejeitaram o resultado das eleições e qualificaram-no de ‘‘farsa e golpe de Estado’’.
Ao proclamar oficialmente o resultado, o juiz Ephraim Akpata, presidente da Inec, exortou os perdedores a aceitá-lo como a esperança do retorno da democracia ao país.
A última eleição presidencial na Nigéria foi realizada em 1993, mas o candidato supostamente eleito, Moshood Abiola, nunca chegou ao poder pois os militares anularam a votação e prenderam o suposto vencedor, que morreu na prisão.
O ex-presidente dos EUA Jimmy Carter, que liderou uma equipe de observadores americanos, questionou o resultado das eleições, alegando que havia uma grande disparidade entre o número de eleitores e as somas reportadas em vários Estados.
No Irã Reformistas iranianos pareciam ontem rumar para uma grande vitória na concorrida eleição para o conselho municipal de Teerã, com resultados iniciais mostrando que partidários do presidente moderado Mohammad Khatami dominam a disputa.
Os últimos números divulgados pela rádio estatal mostravam candidatos pró-Khatami conquistando pelo menos 12 das 15 cadeiras do conselho municipal (câmara dos vereadores).

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