Anthony Quinn morre aos 86
O ator mexicano Anthony Quinn, herói e vilão de centenas de filmes e pai de 13 filhos, morreu ontem pela manhã em um hospital em Boston, no Estado de Massachusetts (EUA), aos 86 anos. A causa oficial de sua morte não foi divulgada, mas, segundo informações não-oficiais, teria sido insuficiência respiratória.
Quinn nasceu no México, em 1915, iniciou sua carreira como ator em 1936 e trabalhou em clássicos do cinema, como Zorba, o Grego, de Michael Cacoyannis, Viva Zapata!, de Elia Kazan, Lawrence da Arábia, de David Lean, A Estrada da Vida, de Federico Fellini.
Em 60 anos de carreira, o ator foi premiado com dois Oscar por trabalhos como ator coadjuvante. O primeiro, de 52, pela atuação em Viva Zapata!; o segundo, em 56, com o filme Sede de Viver, de Vincente Minnelli.
O ator esteve duas vezes no Brasil, em 98 e 99, para as filmagens e para o lançamento do longa-metragem brasileiro Oriundi, do estreante Ricardo Bravo, no qual contracenou com Paulo Autran, Paulo Betti, Letícia Spiller e Gabriela Duarte.
Inteiramente produzido no Paraná, o filme foi responsável pela passagem de Anthony Quinn em Curitiba e no Litoral do Estado. No filme, o ator mexicano, naturalizado nos Estados Unidos, interpretava um patriarca de uma família de imigrantes estabelecida em Curitiba, desgostoso com a famíli e que acredita ter reencontrado numa jovem (Letícia Spiller) o amor de sua vida.
Quando voltou ao Brasil, para o lançamento do filme, Quinn se encontrou com o presidente Fernando Henrique.





