Ansiedade e tensão com a crise na Ásia marcam debate da Apec
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 25 de novembro de 1997
Agência Estado 
Menos de 24 horas depois de o presidente Bill Clinton ter procurado minimizar as turbulências financeiras na Ásia e afirmado sua confiança no futuro da região, os líderes dos 18 países do Foro de Cooperação Econômica da Ásia e Pacífico (Apec) iniciaram sua quinta reunião anual, ontem em Vancouver, Canadá, em meio a uma atmosfera de ansiedade e tensão criada pela confirmação da maior quebra de uma empresa financeira no Japão em um quarto de século e pelo desabamento do mercado de ações da Coréia do Sul a seu ponto mais baixo em dez anos (v. Folha Economia).
Bill Clinton reiterou ontem sua confiança na capacidade da Coréia do Sul de fazer face à situação com a ajuda do FMI e do Japão de ir adiante com o plano de desregulamentação e reforma do setor financeiro. Assessores presidenciais adiantaram, no entanto, que Washington não estará na linha de frente de nenhum pacote de assistência de emergência a Seul.
A preocupação imediata é que, tendo precipitado o colapso do Yamaichi, a crise se alastre agora para outras corretoras e bancos do Japão, cuja vulnerabilidade foi ampliada nas últimas semanas pela debacle dos países vizinhos, nas quais eles concentraram boa parte de seu risco a partir do início dos anos 90, quando a economia japonesa entrou em estagnação. I
Tendo como pano de fundo a perspectiva desse cenário nada propício à promoção do livre comércio, os líderes da Apec procuraram projetar ontem uma atitude de normalidade. Mas as tensões políticas e os efeitos econômicos gerados pela crise já transpareciam em Vancouver.


