Anos 90 foram marcados
pela migração de
refugiados de guerra
Fugas em massa e milhões de refugiados são a marca dos anos 90. No total, as Nações Unidas contabilizavam em 1998 um contingente de 11,491 milhões de pessoas em vários países. A Guerra do Golfo, por exemplo, causou o êxodo de 1,4 milhão de iraquianos em direção ao Irã, entre 1990 e 91. Em 98 sobravam 590 mil deles na condição de expatriados. Ainda no início da década, os palestinos refugiados dos conflitos com israelenses somavam pelo menos 2,5 milhões de pessoas.
No continente africano, guerras civis e perseguições étnicas faziam com que, em 92, nada menos que 6,775 milhões de pessoas estivessem aglomeradas em campos de refugiados ou pleiteando asilo em outros países. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) relata, em 98, que os africanos do Burundi (500 mil) e Somália (480,8 mil) formam o terceiro e quarto maiores contingentes de refugiados.
Outro grande grupo foi gerado pela quebra da Iugoslávia em 1992. Cerca de 2 milhões de pessoas perderam seus lares nos Bálcãs. Os originários da Bósnia-Herzegovina estavam em quarto lugar no ranking do Acnur, com 471,6 mil, e os croatas estavam em nono, com 334,6 mil.

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