São Paulo - O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse ontem que o organismo espera duplicar sua força de paz no sul do Líbano, hoje com 2,5 mil homens, até a sexta-feira. O número, porém, é ainda bastante inferior ao previsto na resolução da ONU, de 15 mil homens.
Em encontro em Israel com o ministro da Defesa, Amir Peretz, Annan pediu que o governo israelense levante o bloqueio que impõe sobre o Líbano. Israel respondeu que só o fará quando as forças da ONU na fronteira garantirem que vão impedir a entrada de armas para a milícia islâmica Hezbollah.
Annan está fazendo uma visita de 11 dias ao Oriente Médio em busca de apoio ao cumprimento do cessar-fogo e numa tentativa de obter a libertação dos dois soldados israelenses cuja captura pelo Hezbollah, em 12 de julho, deu início à guerra. Um terceiro soldado já havia sido sequestrado em Gaza por grupos armados em junho.
''Precisamos resolver a questão dos soldados sequestrados muito rapidamente'', disse Annan durante visita a uma base da ONU no sul do Líbano, antes de viajar a Israel. ''Precisamos lidar com a suspensão do bloqueio por mar, terra e ar, que para os libaneses é uma humilhação e uma violação de sua soberania.''
Peretz respondeu que Israel porá fim ao embargo ''logo'', sem especificar. Disse ainda que suas tropas permanecerão no Líbano até que um contingente suficientemente forte do Exército libanês e da ONU esteja na região da fronteira.
Annan se encontrou também com as famílias dos soldados sequestrados, que disseram ter sido informadas de que não há nenhuma negociação em curso para sua libertação. ''Mas a boa notícia é que tivemos uma promessa pessoal do secretário-geral da ONU de assumir a missão de levar os três soldados de volta para casa'', disse Karnit Goldwasser, mulher de um dos sequestrados.

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