Nova York O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, reunirá em Genebra, no próximo sábado, os chanceleres dos cinco países membros permanentes do Conselho de Segurança para tratar do caso do Iraque, enquanto a Grã-Bretanha anunciou ontem que enviará mais 1.000 homens ao território iraquiano, onde a violência persiste.
Esta reunião ao nível de chanceleres, que deve ser realizada neste fim de semana, coincide com um instalado clima de insegurança no Iraque, onde diariamente se registram ataques contra as forças de ocupação americanas e britânicas, além de frequentes atos de sabotagem.
Segundo um diplomata da missão permanente francesa junto à ONU em Genebra, Annan consultou os ministros de relações exteriores do cinco membros permanentes Conselho de Segurança (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China e Rússia) sobre ''sua disponibilidade para uma eventual reunião a (sábado) 13 de setembro em Genebra''. Pouco depois o próprio Annan confirmou o projeto. ''Espero poder me reunir com os ministros das relações exteriores sábado em Genebra'', disse o secretário-geral.
O ministro francês, Dominique de Villepin, ''respondeu favoravelmente'', segundo este diplomata.
Autoridades em Washington indicaram que o secretário de estado americano, Colin Powell, pode viajar a Genebra mas não tinha adotado ''uma decisão formal'' a respeito.
A reunião versaria sobre o projeto americano de resolução que se discute na ONU através do qual se tenta obter um aumento da ajuda econômica e militar da comunidade internacional no Iraque.
Em discurso domingo à noite à nação americana, cinco meses depois da derrubada do regime de Saddam Hussein, o presidente americano, George W. Bush, pediu à ONU, marginalizada durante o lançamento da intervenção dos Estados Unidos, que aceite ampliar seu papel no Iraque e decida o envio de uma força multinacional. Frisou, porém, que essa força seria ''dirigida pelos Estados Unidos''. A atual coalizão conta com 150.000 homens, dos quais 130.000 são americanos e 10.000 britânicos.

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