O acordo obtido pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e o governo de Bagdá é uma vitória pessoal para este veterano diplomata originário de Ghana.
Com 59 anos, Annan ganhou reputação de diplomata prudente e pragmático desde que substituiu o egípcio Butros Butros-Ghali como chefe das Nações Unidas (ONU), em janeiro do ano passado.
Enquanto o áspero Butros-Ghali não evitava o conflito com os Estados Unidos, Annan é um homem de consenso, que prefere atuar nos momentos cruciais.
Annan dedicou especial cuidado em não ofender o Iraque e enfatizou esta semana que não se deveria insistir em ‘‘humilhar’’ os iraquianos.
O secretário-geral da ONU já lidou com Bagdá ao negociar a repatriação das mais de 900 pessoas da colônia internacional e a libertação dos reféns ocidentais no Iraque depois da invasão iraquiana no Kuwait, em 1990.
E, em 1991, persuadiu o governo de Saddam Hussein a aceitar as conversações sobre um acordo ‘‘petróleo por alimentos’’, que atenuaria o impacto das sanções da ONU sobre a população iraquiana.

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