São Paulo - O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) à Síria, Kofi Annan, responsabilizou ontem a comunidade internacional pela crise política na Síria. O ex-secretário disse que, caso as potências mundiais não cheguem a um acordo, o conflito de 16 meses pode se alastrar pelo Oriente Médio.
''A ameaça de uma extensão regional, uma nova frente para o terrorismo internacional, o espectro de terminar em um conflito sectário, tudo isso em uma das regiões de maior conflito do mundo. Essa é uma situação que todos permitimos que acontecesse'', afirmou o ex-secretário-geral da ONU.
As declarações de Annan foram feitas na abertura da reunião dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU sobre a crise política e a onda de violência na Síria. O enviado especial instou o grupo a terminar a divisão entre as potências sobre o conflito entre oposição e o regime de Bashar al Assad.
''Os sírios serão as principais vítimas e seus mortos não serão só a consequência de atos de tortura, mas também o resultado da incapacidade de superar a divisões. A história nos julgará severamente se somos incapazes de seguir na boa direção''.
A reunião começou sem acordo entre os países do grupo, especialmente entre o bloco ocidental, formado por Estados Unidos, Reino Unido e França, e Rússia e China, sobre a formação de um governo de união nacional no país árabe.

Reunião
A reunião do grupo dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU sobre a crise na Síria começou ontem em Genebra, na Suíça, sem previsão de acordo sobre a proposta de um governo de união nacional, proposta pelo enviado ao país árabe, Kofi Annan.
Além dos membros permanentes - Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido - e de Annan, o evento conta com a participação de Iraque, Kuwait e Qatar, membros da Liga Árabe, e Turquia, além da chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton.

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