São Paulo - O último discurso do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, foi marcado por críticas à administração do presidente americano, George W. Bush, e sua política externa unilateral. ''Nenhum país pode garantir sua segurança tentando dominar os outros. Todos compartilhamos da responsabilidade de garantir a segurança'', disse Annan, ontem, em cerimônia realizada na Biblioteca Presidencial Truman, em Independence, no Estado de Missouri.
Ele, que deixará seu posto no próximo dia 31, após dez anos à frente da ONU, lembrou que os EUA sempre foram líderes de movimentos de direitos humanos e que ''essa liderança só pode ser mantida se o país permanecer fiel a seus princípios, incluindo a luta contra o terrorismo''. Entretanto, ''se alguém desrespeita ou abandona seus próprios ideais e princípios, seus colegas externos ficam naturalmente incomodados e confusos''.
Ele também disse ser importante a reforma do Conselho de Segurança, ''que ainda reflete a realidade de 1945''. Sua sugestão é incluir novos membros permanentes de partes do mundo que não tenham voz no cenário mundial.
O próximo secretário-geral será Ban Ki Moon, atual chanceler sul-coreano. Sua posse está marcada para 1º de janeiro de 2007.

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