Annan assegura que ONU é contra assassinatos
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quarta-feira, 02 de outubro de 2002
Das agências 
Nações UnidasO secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse ontem que a ONU ''não se envolve'' em assassinatos ou coisas semelhantes, em resposta a uma pergunta sobre os comentários do porta-voz da Casa Branca a respeito da possibilidade de alguém executar o presidente de Iraque, Saddam Hussein. ''Não, nós na ONU não nos envolvemos nessas coisas e não operamos sob essas bases'', se limitou a dizer Annan.
Para o Governo dos EUA uma mudança de regime no Iraque seria bem-vinda, seja com a morte do presidente Saddam Hussein ou sua ida para o exílio, afirmou terça-feira o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer.
França e Alemanha contra uso da forçaO presidente francês Jacques Chirac afirmou ontem que ''os enfoques francês e alemão coincidem quanto ao Iraque'' e explicou que os dois países são contrários ao uso automático da força, depois de um jantar com o chanceler alemão Gerhard Schroeder na sede da presidência francesa.
Esse foi o primeiro encontro entre Chirac e Schroeder depois da vitória da coalizão dos social-democratas de Schroeder com os verdes do chefe da diplomacia alemã Joschka Fischer nas eleições legislativas de 22 de setembro.
Posição de MoscouMoscou está disposto a examinar uma nova resolução ''sobre o trabalho dos inspetores'' da ONU no Iraque se ela for ''necessária'' depois do informe que o chefe dos inspetores, Hans Blix, apresentará hoje, declarou ontem o ministro russo das Relações Exteriores, Igor Ivanov. ''É muito cedo para falar de um acordo da Rússia para a adoção de uma nova resolução'', declarou o ministro à imprensa.


