São Paulo - O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, apresentou ontem, oficialmente, aos 191 países-membros da entidade seu projeto de reformas e afirmou que o relatório, que inclui a expansão do Conselho de Segurança e esforços para combater o terrorismo e a pobreza mundial, deve ser tratado como um só pacote, não como uma série de propostas distintas.
Ao propor o mais abrangente programa de mudanças da ONU desde sua criação, em 1945, Annan recomendou o estabelecimento de novos padrões para a ajuda ao desenvolvimento e a luta contra a pobreza global, a criação de um novo órgão de defesa dos direitos humanos - que substituiria a Comissão de Direitos Humanos -, a condenação de todas as formas de terror, a definição de um conceito internacional de terrorismo e uma série de reformas institucionais.
Ele também reiterou sua proposta de expansão do Conselho de Segurança de 15 para 24 membros. Não ficou claro como isso ocorrerá, mas especula-se que quatro países (o Brasil, o Japão, a Alemanha e a Índia) vão passar a ter assento permanente no mais importante órgão de tomada de decisões da ONU.

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