A Anistia Internacional pediu ontem, em Londres, à polícia britânica para ‘‘prender’’ o ex-ditador do Chile, general Augusto Pinochet, atualmente hospitalizado em Londres depois de ser operado de uma hérnia. ‘‘Há muitas denúncias para que compareça a um tribunal’’ por sua ‘‘implicação’’ ‘‘na tortura’’ no Chile, disse um porta-voz da organização de defesa dos direitos humanos.
‘‘É acusado de crimes muito graves. Se beneficiou de uma grande impunidade nestes últimos anos e a Anistia Internacional gostaria que isso acabasse’’, acrescentou o porta-voz, Richard Bunting.
‘‘É importante enviar sinais claros a todos os torturadores deste mundo para lhes dizer que não há impunidade para esse tipo de crime’’, concluiu.
Pinochet governou o Chile durante 17 anos, a partir de 1973, e atualmente cumpre mandato como senador vitalício. É ainda comandante honorário do Exército.
Colômbia Os líderes da guerrilha colombiana Exército da Libertação Nacional (ELN, guevarista), Francisco Galán e Felipe Torres, saíram por volta das 9h30 de ontem da prisão para participar de uma reunião com organizações civis.
Um helicóptero da Cruz Vermelha Internacional recolheu-os na penitenciária de alta segurança do município de Itaguí, Estado de Antioquia (noroeste), segundo os jornalistas locais.
Eles foramlevados a um local não revelado dessa região do país, onde de hoje até terça-feira se reunirão com delegados de diferentes organizações civis para preparar uma Convenção Nacional para a Paz, exigida pelo grupo guerrilheiro.
Bolívia O presidente argentino Carlos Menem cancelou uma visita que deveria ser realizada ontem a La Paz para a inauguração de uma capela militar e o governo boliviano assegurou que a mudança não estava relacionada à explosão de uma bomba nas imediações do templo.
O cancelamento da visita de Carlos Menem, cuja principal atividade na Bolívia seria a inauguração da capela, foi confirmada pelo ministro da Defesa Fernando Kieffer.
‘‘Isso nada tem a ver com a explosão da bomba nas proximidades da catedral’’, disse Kieffer a jornalistas. Menem será substituído da inauguração pelo chanceler Guido di Tella e por membros do alto comando militar argentino, acrescentou.
Eleições Cerca de treze milhões de peruanos irão neste domingo às urnas para eleger 194 prefeitos provinciais e 1.618 distritais em meio a um severo controle militar-policial.
A segurança ficará a cargo de 130.000 efetivos das forças armadas e da polícia distribuídos da seguinte forma: 65.000 militares ficarão posicionados nos locais de votação, 65.000 nas ruas enquanto 10.000 serão mobilizados para proteger as autoridades.
Um número não determinado de agentes também foi escalado.
Nestas eleições, as últimas do século no país, foi adotada a lei de cotas, estabelecendo 25% de candidaturas femininas em cada partido.

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