Anistia denuncia chacina de mais 500 refugiados
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sábado, 21 de dezembro de 1996
France Presse 
LONDRES - Mais de 500 pessoas foram massacradas, a 3 de dezembro, pelo exército burundinês no interior e nas imediações de uma igreja de Butaganza no Burundi, informou ontem a Anistia Internacional.
O exército convenceu os habitantes de que estariam a salvo da violência que assola esta região (província de Kayanza) se se refugiassem na igreja de Pentecostes de Nyarurama no povoado de Butaganza, segundo a Anistia, que cita fontes da organização no país.
Por volta das 5 horas da manhã, os soldados cercaram a igreja, lançaram granadas no interior antes de disparar contra aqueles que tentavam escapar. Os feridos foram atacados com baionetas, acrescenta a organização de defesa dos Direitos Humanos.
Pelo menos 243 pessoas, entre homens, mulheres e crianças, morreram neste massacre. Os soldados botaram fogo na igreja antes de partirem em busca de pessoas refugiadas nas zonas próximas. Cerca de 300 pessoas teriam sido assassinadas posteriormente, segundo a Anistia.
Drama Cerca de 70 mil refugiados ruandeses, reagrupados na cidade zairense de Lubutu (sudeste), estão em precárias condições, segundo relatório da organização Médicos Sem Fronteira (MSF), divulgado ontem na capital francesa. Estão famintos, cansados e anêmicos, afirma comunicado, alertando para a possibilidade de epidemia: As condições sanitárias do local são péssimas e já há casos de diarréia e malária.
A situação geral na chamada região dos Lagos, na África, continua bastante precária, conforme informações das entidades humanitárias que tentam socorrer aos refugiados. Os apelos para o envio de mais ajuda são insistentes, mas até agora pouca coisa foi feita para minorar o drama dos refugiados.


