Nairóbi
Mais de 2.300 civis desarmados foram assassinados em Ruanda em maio, junho e julho passados, informou ontem a organização Anistia Internacional (AI), ao denunciar as matanças ‘‘arbitrárias e deliberadas’’, cometidas principalmente pelo exército ruandês. O exército ruandês reconheceu recentemente ter assassinado em maio e junho mais de 1.800 milicianos hutus ‘‘Interahmwes’’ e soldados das ex-Forças Armadas Ruandesas (FAR) em operações de limpeza.
A Anistia, deplorando ‘‘as graves e persistentes violações dos direitos do Homem em Ruanda’’, acrescentou no documento que ‘‘grupos armados, compostos pelos antigos soldados e milicianos hutus, responsáveis pelo genocídio (tutsi) de 1994, atacam também civis e soldados do exército patriótico ruandês (APR, dominado pelos tutsis)’.

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