Anistia acusa Indonésia de incentivar violência
Associated Press
O grupo de direitos humanos Anistia Internacional (AI) acusou ontem em Jacarta o governo indonésio de minar a segurança em Timor Leste ao apoiar milícias armadas que se opõem à independência do território.
De acordo com a AI, pelo menos 34 pessoas foram assassinadas por milicianos pró-Jacarta e pelas forças de segurança indonésias desde 5 de maio.
O alto nível contínuo de violações humanas e a atmosfera de impunidade quase total em Timor poderia impedir a realização do referendo sobre a independência, programado para ocorrer em 8 de agosto, diz um relatório divulgado ontem pela Anistia.
No documento, a Anistia conclama Jacarta a pôr um fim em seu apoio à campanha de terror contra aqueles que apóiam a independência. O governo indonésio, por sua vez, nega qualquer alegação de que apóie as milícias. O relatório também afirma que o grupo pró-independência Falintil cometeu abusos de direitos humanos.
Mas, apesar das especulações, a ONU negou ontem que o referendo seria adiado por causa da violência. O referendo dará aos timorenses o direito de escolher entre autonomia e independência. O território de Timor Leste, antiga colônia portuguesa, foi invadido pela Indonésia em 1975 e anexado no ano seguinte.





