Angola teme o reinício dos conflitos
O governo de Angola anunciou ontem temer uma retomada da longa guerra civil com forças do oposicionista movimento Unita depois do massacre da semana passada de mais de 200 civis.
O fato de a Unita não cumprir os acordos de Lusaka significa que estamos praticamente em estado de guerra, disse o porta-voz do governo, João Lorenzo, à rádio nacional na noite de sábado.
Agora é tempo de decisões, o tempo de as forças do governo assumirem suas responsabilidades, garantir que nenhum angolano morra, acrescentou.
Os comentários de Lorenzo foram feitos depois do anúncio de sexta-feira do governo dando conta que 215 corpos haviam sido encontrados no local de um ataque ocorrido na noite de quarta-feira numa vila próxima à cidade de Cafunfo, onde existem minas de diamante.
O governo acusou a Unita (União Nacional pela Independência Total de Angola) pela matança. Mas, num comunicado enviado à Reuters, o movimento negou ter cometido o ataque e culpou por ele gangues na área.
A Unita denuncia com repulsão o massacre de civis em Mbula e pede que uma investigação urgente seja feita pela Monua para que os responsáveis por esse crime possam ser levados à justiça, afirmou-se no comunicado.
A Monua é a missão de observação da ONU em Angola que supervisiona a implementação dos acordos de paz assinados em Lusaka em 1994.





