ANC perde a maioria absoluta por uma vaga
Associated Press
Por apenas uma cadeira, o Congresso Nacional Africano (ANC, por sua sigla em inglês), do presidente Nelson Mandela, não atingiu seu objetivo eleitoral de uma maioria de dois terços, segundo os resultados finais anunciados nesta segunda-feira.
O ex-movimento revolucionário, que governou o país desde que venceu as primeiras eleições multirraciais, em 1994, levou 266 das 400 vagas da Assembléia Nacional, o que representa um aumento de 14 cadeiras em relação ao pleito anterior. A lista com os resultados oficiais das eleições foi lida ontem por Brigalia Bam, chefe da Comissão Eleitoral Independente. Thabo Mbeki (foto), 57 anos e atual vice de Nelson Mandela, será confirmado novo presidente pelo Parlamento eleito.
O Congresso Nacional Africano perseguia uma maioria de dois terços do parlamento da África do Sul. Caso tivesse preenchido dois terços das vagas parlamentares, a ANC teria poder para mudar a Constituição.
Em um distante segundo lugar, mas exercendo a função de oposição oficial, o liberal Partido Democrártico, dos brancos, obteve 38 cadeiras, um importante crescimmento em relação à eleição anterior, em que conseguiu apenas sete assentos.
O partido da Liberdade Inkatha, da etnia zulu, ficou em terceiro lugar com 34 mandatos, nove a menos que nas eleições de 1994.
O grande perdedor foi o Novo Partido Nacional, sucessor do Partido Nacional, que governou a África do Sul na era do apartheid; o NPN alcançou 28 cadeiras enquanto nas primeiras eleições multirraciais democráticas do país elegeu 82 deputados.
O líder do Partido Inkatha Liberdade, Mangosuthu Buthelezi, é mencionado como um possível vice-presidente no gabinete do futuro presidente Thabo Mbeki (ANC).
Confirmando as previsões de Mbeki sobre o fortalecimento do centro, apenas 20 cadeiras foram preenchidas por partidos extremistas, tanto da direita como da esquerda.





