São Paulo- O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, minimizou ontem a tensão entre as relações do Brasil com a Argentina, mas reconheceu que o Brasil poderia fazer mais pela Argentina do que tem feito. Após reunião do G-20 em Paris, Amorim afirmou que é normal que dois países importantes como Brasil e Argentina possam ter algum ponto de diferença. ‘‘Mas nossa aliança é estratégica’’, disse.
  ‘‘Eu não vejo nenhuma tensão nas relações com a Argentina. Nossa relação é muito positiva. Em todas as nossas ações procuramos agir de maneira coordenada com a Argentina. Ela é sempre a primeira a ser ouvida, sempre que se trata de alguma proposta nova’’, completou o ministro.
  Ele evitou comentar as críticas do governo argentino ao Brasil publicadas na imprensa nos últimos dias sobre a tentativa de reforçar a liderança brasileira na região, mas admitiu que ‘‘talvez haja momentaneamente uma visão um pouco diferente’’.
  Segundo o ministro, a política brasileira de atuação conjunta com o os países da América do Sul não diminui em nada a importância estratégica que o Brasil atribui, ‘‘prioritariamente, acima de qualquer outra relação, à Argentina’’.
  Amorim admitiu que o Brasil deveria comprar mais petróleo e trigo da Argentina, e definir uma política industrial com participação do BNDES para financiar investimentos no país vizinho. ‘‘Isso melhoraria a situação. Seria bom para a Argentina e bom para o Brasil’’, disse. As declarações dadas pelo ministro em Paris foram repassadas à imprensa brasileira pela assessoria do Itamaraty.

mockup