Americanos voltam a atacar Fallujah
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sexta-feira, 23 de julho de 2004
France Presse 
São Paulo - Após os EUA terem matado 25 rebeldes na quarta-feira, em Ramadi (112 km a oeste Bagdá), forças americanas lançaram ontem um ataque contra um suposto esconderijo de militantes ligados ao líder jordaniano Abu Musab al Zarqawi (suposto ''braço direito' de Osama bin Laden) na cidade de Fallujah, 50 km oeste de Bagdá (capital iraquiana), segundo comando militar dos EUA.
O ataque não causou nenhuma morte, mas deixou cinco civis feridos, incluindo três crianças, afirmou o médico Kamal al Ani. Apesar disso, o Exército americano não revelou se houve mais alguma vítima. Testemunhas negaram que a casa abrigava militantes.
Este seria o último de uma série de ataques realizados na cidade pelas forças dos EUA contra supostos esconderijos de guerrilheiros e militantes estrangeiros. O ataque de ontem foi conduzido junto com o governo iraquiano, informou o comunicado militar. O alvo seria entre 10 e 12 terroristas.
Após uma onda de confrontos que surgiu em abril em Fallujah, os fuzileiros navais americanos saíram da cidade. Os conflitos deixaram centenas de civis iraquianos mortos, além de fazer do mês de abril o mais letal para as forças americanas desde o começo da ocupação, em 2003.
Críticos da retirada americana afirmam que Fallujah, desde então, tornou-se um local apropriado para insurgentes e lutadores estrangeiros.
''Ataque preciso' - ''As forças antiamericanas foram atingidas enquanto estavam no quintal da casa. A casa ficou intacta'', diz o texto do Exército americano.
O médico Al Ani disse que um avião de guerra dos EUA disparou um míssil que atingiu o jardim da casa, localizada nas proximidades de Jubail, no sul de Fallujah.
''Nós estávamos dormindo quando um míssil americano atingiu nossa casa'', disse Saddam Jassim, o proprietário. ''Nós não temos nada a ver com a resistência de Al Zarqawi. Estes são pretextos usados pelos militares dos EUA para aterrorizar as pessoas em Fallujah, porque seus soldados são incapazes de enfrentar os militantes'', afirmou.
O grupo de Al Zarqawi assumiu a responsabilidade por vários atentados suicidas e outros ataques no Iraque nos últimos meses.


