Washington - As conclusões preliminares da comissão independente que investiga os atentados de 11 de setembro de 2001, que mostraram as graves deficiências de segurança dos Estados Unidos, levantam dúvidas sobre se o país está preparado para se proteger de um novo ataque.
Quando a Al-Qaeda atacou os Estados Unidos em 11 de setembro de 2001, o setor de inteligência do país estava desprevenido, a defesa do território paralisada, a rede de transmissões saturada e a resposta imediata foi inexistente.
Essa constatação foi descrita nesta semana pela comissão investigadora independente, que deve entregar no fim de julho seu informe definitivo à Casa Branca.
É difícil não atribuir ao pânico suscitado pelos ataques, a desorientação que levou ao envio precipitado de caças da base de Langley (Virginia), próxima a Washington, em direção ao oceano, quando os terroristas já tinham lançado dois aviões contra as torres do World Trade Center, em Nova York.
A falta de informação da inteligencia do país explica também o desconhecimento total dos planos da Al-Qaeda. Mas a pergunta fundamental que os americanos devem fazer hoje - resume uma das integrantes da comissão, Jamie Gorelick - é ''onde estava nosso exército quando devia nos defender?''
O chefe do Estado Mior, general Richard Myers, admitiu de cabeça baixa: ''durante este tempo temos lutado contra muitos fantasmas''. Na época dos atentados, os procedimentos de segurança previam somente a possibilidade do sequestro de um avião, com a eventual tomada de reféns e o pedido de resgate, mas de forma alguma a utilização de aviões comerciais como mísseis guiados. ''Na manhã de 11 de setembro, o protocolo existente não era útil para o que iria acontecer'', indica um dos documentos da comissão.
Sobre o que poderá acontecer daqui para a frente, a administração Bush recorda periodicamente aos americanos de que o país continua sendo um alvo terrorista, que a rede Al Qaeda de Bin Laden mantém sua capacidade operativa e que poderá recorrer a armas mais mortíferas.

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