Washington - A um ano da tragédia de 11 de setembro, os Estados Unidos preparam-se para um eventual novo atentado, embora convencidos de estarem agora melhor armados para fazer frente ao terrorismo. De qualquer modo, existe a consciência da impossibilidade de desarticular seus planos.
''O assunto nem sequer me faz duvidar: seremos atacados de novo'', declarou recentemente o chefe da luta antiterrorista do FBI, Dale Watson, pouco antes de se demitir.
Evitar o inevitável. O chefe da CIA, a agência norte-americana de inteligência, George Tenet, redefiniu em junho ante o Congresso os componentes desta difícil missão - espionar, infiltrar, destruir - cuja finalidade é estabelecer uma ''rede estratégica de proteção e segurança.
Os pontos assinalados pelos Estados Unidos nesta batalha contra a rede Al-Qaeda de Ossama bin Laden estão classificados como ''defesa secreta''. O único ponto suscetível de dar conta de sua eficácia é o fato de que depois de 11 de setembro os terroristas não puderam ou não quiseram golpear os Estados Unidos.
A CIA e a polícia federal (FBI), ambas criticadas por não ter previsto os atentados, afirmam um ano depois que estão funcionando melhor, de forma harmônica, que contrataram agentes que falam árabe e que a informação obtida pelas forças especiais norte-americanas no Afeganistão ajudam a evitar novos ataques.

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