Americanos querem caçar e matar líder xiita
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segunda-feira, 03 de maio de 2004
Agência Folha 
São Paulo - As forças dos Estados Unidos entraram em confronto com rebeldes fiéis ao líder radical xiita Moqtada Al Sadr em Najaf, no sul do Iraque. De acordo com o coronel americano Pat White, até 20 iraquianos podem ter morrido. Em Bagdá, rebeldes abriram fogo contra soldados americanos matando um deles e ferindo dois.
Os rebeldes xiitas lançaram cerca de 20 morteiros durante a madrugada contra a antiga base espanhola em Najaf, ocupada há uma semana pelos EUA. Neste ataque não houve vítimas.
À tarde os rebeldes abriram fogo de várias direções. Os EUA reagiram com tanques e armas automáticas, destruindo um prédio da onde disseram que estavam partindo tiros. Helicópteros americanos sobrevoaram a área mas não atiraram.
As forças americanas estão concentradas em Najaf prontas para atacar os rebeldes ligados a Al Sadr, mas têm sido cautelosas por temores de que reações agressivas aos ataques possam piorar a situação na cidade.
O coronel Pat White disse que os EUA vão ''se manter na defensiva'' até que alguém ''muito mais alto' do que ele ''tome uma decisão diferente''. White estima que 20 rebeldes tenham morrido nos confrontos de ontem.
Segundo White houve poucas mortes de civis, porque os americanos estavam usando artilharia de precisão. ''Acho que todos os soldados aqui entendem a sensibilidade da situação'', disse o coronel.
Um policial morto e 16 feridos foram levados para um hospital de Najaf. Eles teriam sido atingidos por fogo americano, segundo os médicos.
Os EUA juraram capturar ou matar o líder xiita, cuja milícia iniciou uma rebelião no sul do país no começo de abril.
Bagdá - Na capital iraquiana rebeldes abriram fogo contra soldados americanos que vigiavam um esconderijo de armas descoberto na noite anterior. Um soldado dos EUA morreu e dois ficaram feridos, informaram os militares americanos.
O ataque elevou para 152 o número de soldados americanos mortos desde que começou, em 1º de abril, uma onda de violência no Iraque. Pelo menos 754 soldados dos EUA morreram desde que começou a guerra, em março de 2003.
Thomas Hamill - O caminhoneiro do Mississippi que escapou de sequestradores depois de três semanas em cativeiro- foi levado para a Alemanha, onde está recebendo tratamento médico. Hamill fugiu da casa onde estava sendo mantido refém, ao norte de Bagdá, quando ouviu o barulho de veículos militares americanos.
Os médicos na Alemanha afirmaram que Hamill está bem. Ele estava com um ferimento de bala no braço esquerdo.
Foi a primeira aparição do americano desde o dia 10 de abril, quando seus sequestradores divulgaram uma fita em que o mostravam e ameaçavam matá-lo.


